Glaucio Marques

Por: Glaucio Marques

Novo marco dos games no Brasil

19/08/2024

A indústria de jogos eletrônicos no Brasil está prestes a entrar em uma nova fase de crescimento e inovação, impulsionada pela recente aprovação do marco legal dos games. Essa legislação, aguardada há anos, promete transformar o país em um dos principais hubs globais do setor, ao criar um ambiente mais seguro e atrativo para desenvolvedores, publishers e investidores. Com um mercado que já movimenta bilhões de reais anualmente, o marco legal dos games tem o potencial de colocar o Brasil no centro das atenções da indústria global, abrindo caminho para novas oportunidades e consolidando sua posição como um player de peso no cenário internacional.

A criação de um marco legal específico para os jogos eletrônicos no Brasil era uma demanda antiga da indústria. Até então, a falta de uma regulamentação clara gerava incertezas jurídicas e dificultava o desenvolvimento de negócios no setor. A nova legislação traz uma série de definições e normas que garantem mais transparência e segurança para todos os envolvidos. Isso inclui desde a classificação indicativa dos jogos até a regulamentação de microtransações e jogos de azar, temas que frequentemente geravam controvérsias e debates.

Impulsionando o desenvolvimento nacional

Um dos grandes impactos do marco legal dos games é o estímulo ao desenvolvimento de jogos no Brasil. Com uma legislação mais clara, empresas estrangeiras e nacionais se sentem mais seguras para investir no país, o que pode levar à criação de novos estúdios, empregos e oportunidades.

Além disso, o marco legal incentiva a criação de conteúdos locais, valorizando a cultura brasileira e promovendo a produção de jogos que reflitam a diversidade do país. Esse movimento é crucial para a construção de uma identidade única no cenário global, onde jogos brasileiros possam ser reconhecidos por sua originalidade e qualidade.

Abertura para novas oportunidades de mercado

O marco legal dos games também abre portas para novos modelos de negócio dentro da indústria. A regulamentação de microtransações, por exemplo, oferece um cenário mais seguro para a monetização de jogos, permitindo que desenvolvedores explorem diferentes estratégias de geração de receita sem o risco de enfrentar problemas legais. Isso é particularmente importante em um mercado onde o modelo free-to-play, sustentado por microtransações, domina.

Além disso, as empresas desenvolvedoras de jogos eletrônicos poderão utilizar os benefícios da Lei do Audiovisual e da Lei Rouanet para fomentar a produção ou coprodução de jogos eletrônicos brasileiros, bem como incentivar a formação de profissionais no setor.

Casos de sucesso e exemplos globais

Em outros países, a criação de marcos legais específicos para a indústria de games mostrou-se um catalisador para o crescimento. Nos Estados Unidos, por exemplo, a regulamentação clara e o apoio governamental ajudaram a transformar a indústria de jogos em um dos principais setores de entretenimento do país, gerando bilhões de dólares em receita anual. O Brasil, agora com seu próprio marco legal, está em posição de seguir um caminho semelhante, aproveitando o vasto mercado consumidor e a crescente comunidade de desenvolvedores.

O marco legal dos games no Brasil marca o início de uma nova era para a indústria de jogos eletrônicos no país. Com uma regulamentação mais clara e segura, o setor está  se preparando para um crescimento significativo, atraindo investimentos, criando empregos e colocando o Brasil no mapa global dos games. Para empresas e desenvolvedores, o momento é de aproveitar as oportunidades que surgem com essa mudança, inovando e explorando novos modelos de negócio que podem transformar a maneira como jogos são criados e consumidos. O futuro da indústria de games no Brasil é promissor, e o marco legal nos ajuda a impulsionar essa transformação.

Com 19 anos de experiência no mercado de games, Glaucio é um dos executivos pioneiros no mercado de publicação e distribuição de jogos no Brasil. Atualmente, ele é responsável pelas operações da Level Up, uma empresa da Tencent, no Brasil e na América Latina, gerindo escritórios em São Paulo e na Cidade do México. Além de sua grande experiência no setor de games, ele também acumulou uma década de atuação no mercado de bens de consumo, trabalhando na AmBev. Sua sólida trajetória profissional o consolida como um líder dinâmico e estratégico no setor.
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